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30/03/2004 01:26
Nasceu em ti minha ânsia profunda,
Juntei-me ao silêncio dos condenados,
Ajoelhei-me no palácio da danação,
Cantei blasfêmias com os mortos,
E entreguei minha alma,
Nesta noite silenciosa...
Corpo ferido,
Coração dilacerado,
Triste olhar,
De quem olha um sonho se exaurindo,
Completamente e só,
Nesta imensa escuridão...
Através das brumas,
Procuro por uma resposta,
Uma dádiva qualquer,
Que polpe meu ser,
Que me traga de volta,
Deste eterno sofrimento...
E descubro com imenso pesar,
Que respostas não existem,
Para este fúnebre ser,
Maldito, Herege,
Cansado, Pródigo,
E eternamente solitário...
Nasceu em ti minha ânsia profunda,
Minha querida dama,
Que trilha meu caminho,
Que nunca me abandona,
E é a ti que dedico estas palavras,
Minha doce Solidão...
enviada por ÐevaneiØ
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